Pegadinhas de Concurso – Fundamentos básicos para análise

Data da notícia: 2 de julho de 2009

Preparada por José

Este artigo é o primeiro de uma série cujo objetivo é explicar àqueles que se preparam para prestar concursos públicos, vestibulares, provas de seleção ou até mesmo exames da OAB que é perfeitamente possível desenvolver a habilidade de identificar as temidas “pegadinhas” que contribuem para eliminar grande número de candidatos.

Autor: Eric Savanda do site www.pegadinhas-de-concursos.com.br – Acompanhe este site e o livro.

Tememos aquilo que não conhecemos. Quando o homem passou a estudar o tempo e desenvolveu instrumentos para analisar os movimentos das diversas forças da natureza adquiriu um certo grau de previsibilidade em relação à ocorrência de tempestades, sismos e outras catástrofes e embora esse conhecimento não possa evitar a ocorrência eventual de tragédias, em muito contribuiu para reduzir os efeitos dos danos que estas podem nos causar. Atualmente, é possível detectar a aproximação de um furacão a tempo suficiente de tomarmos medidas que certamente ajudarão a salvar muitas vidas e a reduzir, pelo menos em parte, os prejuízos materiais.

Da mesma forma um conhecimento maior do que realmente são as “pegadinhas de concurso” servirá para que o candidato fique atento às sutilezas das estruturas criadas pelos autores das mesmas. E para aprofundar certa espécie de conhecimento, qualquer que seja ela, nada melhor do que sistematizá-lo. Para isso é necessário analisar o maior número possível de casos em que ocorrem os fenômenos sobre os quais ele trata. Ou seja, o seu objeto de estudo.

É essa a proposta da Análise de Pegadinhas. Uma disciplina que surgiu com a pretensão, nada modesta, mas perfeitamente possível, de transformar as pegadinhas que aparecem nas questões de provas das mais diversas matérias de concursos públicos (mas também às vezes nos exames da Ordem e em vestibulares) em um objeto autônomo de estudo.

Para isso assumimos certos pressupostos, que embora não sejam inquestionáveis, fornecem uma sólida base para a construção de um corpo teórico e para o desenvolvimento de alguns conceitos básicos que podem ser facilmente deduzidos da observação empírica das questões apresentadas pelas diversas bancas nos mais variados tipos de concursos realizados nos últimos dez anos.

Organizei esses pressupostos fundamentais sob a forma de um silogismo que um dia, espero, seja conhecido por todos os que se preparam para concursos em nosso país:

1 – Toda pegadinha tem uma estrutura

2 – Essas estruturas são em número limitado

3 – Logo, elas podem ser CLASSIFICADAS

A partir desse silogismo básico, que considero a pedra fundamental da Análise de Pegadihas (que a partir de agora designarei por A.P.), torna-se possível elaborar uma classificação das diversas estruturas, dividindo as pegadinhas em “tipos”.

A criação de uma classificação ou “taxonomia” das pegadinhas é uma consequência natural desse silogismo. O problema é que ela demanda uma enorme quantidade de esforço, no sentido de analisar milhares de questões de provas de concursos passados, identificar aquelas que encerram pegadinhas (já que as questões que as contém não são a maioria), e dentre estas, identificar os diversos tipos de estruturas usadas para montar as questões com armadilhas.

Não acredito que dentre tantos autores e professores brilhantes que se dedicam a preparar os candidatos para as provas das várias matérias cobradas nos certames, nenhum tenha atentado para a realidade da existência de um número limitado de estrutras nas questões com pegadinhas. Mais sensato, é admitir que sendo eles pessoas extremamente ocupadas, não tenham podido dedicar seu precioso tempo à ingrata tarefa de pesquisar pegadinhas e analisá-las uma a uma.

Só mesmo um concurseiro típico, alguém que estabeleceu como objetivo estudar “até passar” e que resolveu abrir mão de uma série de prazeres da vida para perseguí-lo pacientemente é que poderia se lançar a esse tipo de empreitada. Simplesmente porque, ao pesquisar e analisar questões com pegadinhas na imensa quantidade de material de preparação existente, ele estava ao mesmo tempo preparando-se para o próximo concurso.

Durante mais de dois anos consecutivos pesquisei e analisei questões com pegadinhas principalmente nas áreas de Direito Administrativo, Constitucional e Civil. E em menor escala também em questões de Informática e Tecnologia da Informação. O resultado disso foi a elaboração da classificação acima mencionada e que consiste (provisoriamente) na definição de quatorze tipos básicos de pegadinhas baseados na estrutura utilizada para a sua construção.

Nas palavras do prof. Enrique Rocha, autor do melhor e mais conhecido manual de Raciocínio Lógico para concursos, que me concedeu a honra de escrever o prefácio do meu livro sobre pegadinhas de Direito Constitucional: “quando encontramos elementos comuns que nos permitem agrupar as coisas temos como resultado a possibilidade de generalização, o que significa que podemos usar aquele aprendizado em mais de um contexto”. Dessa forma, o prof. Enrique conseguiu sintetizar modo muito melhor do que o próprio autor, a essência da praticidade do método por mim proposto. Classificar, para generalizar. Generalizar para identificar. Identificar para dominar.

– Ao definir os quatorze tipos principais de pegadinhas, ensinando-lhe a identificá-las – prossegue o mestre – isso desenvolve em você um “olhar Clínico”, a criação de uma capacidade crítica e analítica para usar as dicas não apenas para as questões examinadas, mas em qualquer contexto em que tais “arapucas” venham a aparecer.

Nos nossos próximos encontros, apresentarei alguns conceitos úteis por mim desenvolvidos que podem ser utilizados tanto como meios de entender melhor como e com que objetivos as pegadinhas são utilizadas, como também entendidos como os primeiros tijolos a serem utilizados no desenvolvimento de uma Teoria das Pegadinhas. Quanto mais nos debruçamos sobre as pegadinhas, mais coisas interessantes descobrimos sobre elas.

Apresentarei também, um resumo da classificação das pegadinhas por mim desenvolvida e ao final desta série você poderá baixar um e-book com a explicação completa de cada tipo de pegadinha estudada, dicas para criar as suas próprias pegadinhas (ótimas para professores de cursinhos) e sugestões muito úteis para aperfeiçoar a sua forma de se preparar para concursos públicos.

Até lá. (A aula 2 já está disponível)

Eric Savanda – www.pegadinhas-de-concursos.com.br – Acompanhe este site e o livro.

Dica de Prova: Lembre que, se você for reprovado, é parte da caminhada e sempre haverá uma nova oportunidade. Já entre na sala de prova relaxado e sabendo disso. É só mais uma etapa em seu crescimento profissional. O peso de "ter que passar" elimina muitos candidatos.

Comentários

  1. gostaria de receber mais informaçao a respeito!
    tenho grande interesse no livro!

  2. PABLO disse:

    gostei muito, e estou curioso em conhecer as tecnicas de pegadinhas de concursos, pois sou um concurseiro.

  3. […] ler o primeiro artigo (e iniciar o curso) Clique Aqui. Os demais serão indicados em links na própria página, assim que […]

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